Alimentos desidratados, opção para melhorar a dieta

Existe verdadeiro arsenal de produtos que vai de frutas e legumes para leite e derivados de carne; são fáceis de armazenar, têm importantes propriedades nutricionais e oferecem opção ideal para a vida citadina.


Todos os alimentos no seu estado natural têm vida útil relativamente curta e a sua decomposição pode ser favorecida pela ação de insetos, fungos microscópicos e bactérias, além de fatores ambientais, como temperatura elevada, umidade, raios do Sol e substâncias que estão no ar.


Alimentos desidratados, opção para melhorar a dieta


O resultado deste constante “bombardeio” é uma rica maçã, filé de peixe ou copo com leite às intempéries mudam de cor, textura, cheiro, sabor e, acima de tudo, vêem alteradas suas propriedades, de modo que seu consumo é prejudicial para a saúde.


Esta é a razão por que, desde tempos remotos, o ser humano tem se preocupado em desenvolver diferentes métodos de conservação de alimentos destinados a manter seus nutrientes em bom estado e deles dispor em qualquer época do ano, especialmente na época de carestia.


Neste sentido, a desidratação ou secagem foi um dos primeiros sistemas que a humanidade utilizou para tal fim, o qual consiste em eliminar a maior quantidade possível de água de um alimento, utilizando, para isso, condições controladas de temperatura, umidade e circulação de ar, de modo que permite obter um produto compacto, leve, de bom gosto e cheiro, fácil de transportar e resistente a choques e embates do ambiente.


Sabe-Se que, durante a Idade Média (476 a 1453, aproximadamente), frutos secos, como pêssego, uva, ameixa ou de figo faziam parte da comida tradicional das famílias do “velho continente”, se esquecer que na América pré-hispânica se utilizavam técnicas de secagem ao Sol ou com a ajuda do fogo para preparar os grãos, sementes e frutos que deveriam ser transportados para cidades distantes.


Vários recursos


Em nossos dias existem diversas técnicas para conservar alimentos por dessecação; não obstante, podemos agrupá-los em duas categorias:


Naturais. Consiste em colocar os alimentos comuns na charolas de grande superfície, a fim de permitir a evaporação. Este processo precisa ótimas condições meteorológicas, amplo espaço de armazenamento e proteção de elementos como poeira e pragas, o que só pode ocorrer em determinadas regiões favorecidas pelo clima.


Artificiais. São as técnicas mais rápidas e de grande demanda em nossos dias; consistem em colocar alimentos em secadores automáticos que controlam as condições climáticas e sanitárias, o que permite obter produtos de boa qualidade, higiene e livres de substâncias tóxicas. Alguns dos mais utilizados são:



  • Secagem por aspersão. É o mais comum na indústria; consiste em extrair água através da aplicação de ar muito quente e é eficaz para obter leite em pó, café solúvel e outros produtos.

  • Liofilização. Congela o alimento e, em seguida, é introduzido em uma câmara de vácuo, onde a água passa diretamente de sólido a gás. É mais lento e caro que o anterior, mas oferece ótimos resultados e pode ser usado em quase todos os alimentos.

  • Secador de tambor. O alimento se estende em alguma superfície plana dentro de uma câmera especial que eleva a temperatura de suas paredes com a ajuda de vapor, sem que este entre em contato com o produto. É usado para processamento de frutas, legumes, leite e sucos.

  • Secagem a vácuo. Semelhante à liofilização, só que o alimento não está congelada. Ideal para suco de tomate e frutas cítricas.

  • Secador de cabine ou compartimento. A temperatura do ar no interior de um forno se eleva com a ajuda de fontes como a combustão de gás. Adequado para frutas, cereais e vegetais.

  • Micro-ondas. Semelhante ao processo que se realiza em fornos caseiros, só que com maior intensidade. É usado para maçãs e alguns legumes.

Outro procedimento de secagem, empregado na elaboração de produtos tradicionais, é o que se realiza com sal. É usado para preservar carnes e peixes, e consiste em cobrir o produto com grandes quantidades desse mineral, a fim de extrair água. Tem a limitação de que deve se limitar o seu consumo no caso de sofrer de alguma doença do rim ou do sistema circulatório.


Cabe destacar que a desidratação de alimentos devem ser utilizados produtos de boa qualidade e em condições ideais de maturação, além de que o controle de higiene tem que ser rigoroso. Alguns, como frutas, legumes e carnes, cortam para alcançar melhor secagem, além de lhes retirar a pele e submetem-se a outros procedimentos, como:



  • Banho de limão. Impede que o alimento fique da cor preto pela ação do ar (oxidação).

  • Clareamento ou branqueamento. Útil em frutas e vegetais; consiste em introduzir os alimentos em água salgada fervente ou vapor durante alguns segundos, para não perder a cor nem sabor.

  • Empacotamento. Deve ser realizada imediatamente após a dessecação para proteger os alimentos de umidade, microorganismos e insetos.

  • Pasteurização. Limita-Se a frutas desidratadas já embaladas, destrói todos os microorganismos nocivos por meio da exposição a métodos seguros, como os raios gama.

Para armazenar esses alimentos é necessária ambiente fresco e seco, e que não estejam submetidos aos raios do Sol ou à luz direta. Além disso, uma vez que foi aberto o recipiente deve-se utilizar todo o conteúdo o mais rápido possível, ou feche-o muito bem para evitar que se contamine, molhar-se ou decompor.


Valor nutricional


Na atualidade, os alimentos desidratados têm grande procura e aceitação, pois seu uso é simples e ideal para o agitado estilo de vida das grandes cidades.


No entanto, é importante notar que, embora a maioria das propriedades dos alimentos se conservam, algumas técnicas podem causar perda de substâncias nutritivas. Por exemplo, minerais e vitaminas hidrossolúveis (C e complexo B) desaparecem devido às altas temperaturas, e as proteínas podem perder as propriedades.


Por outro lado, devemos ressaltar que não é porque as peças ficam mais pequenas significa que têm menos calorias, de modo que sempre é importante verificar a tabela nutricional destes produtos, especificada na embalagem, para não ter problemas com o consumo excessivo, como excesso de peso ou obesidade.


Assim, sirva como conclusão que os alimentos desidratados são uma boa alternativa para arredondar uma alimentação saudável (baixa em gorduras, carnes vermelhas e farinhas refinadas, sendo também rica em frutas, legumes, cereais integrais e carnes brancas) quando se dispõe de pouco tempo para preparar a comida; assim, podem ser ideais como snack ou para levar para viagens e passeios, mas não devem substituir completamente os produtos frescos.


Por último, não é de mais lembrar que quem sofre de alguma doença crônico-degenerativa (de longa duração e que pode se agravar com o tempo), como diabetes, hipercolesterolemia (números elevados de açúcar e colesterol no sangue) ou hipertensão (tensão arterial elevada) deve ir ao nutricionista e pedir que alimentos desidratados pode consumir, em que quantidade e com que freqüência.


Vantagens dos alimentos desidratados



  • São pequenos, leves e fáceis de transportar.

  • Não precisam de muito espaço para ser armazenado.

  • Conservam grande parte de seu sabor, cor, consistência e aparência por muito tempo.

  • Necessidade apenas de se manter em lugar fresco ou refrigerado a partir de que se rehidratan para o seu consumo.

  • Estão disponíveis em qualquer estação do ano.

  • São boa opção para pessoas com pouco tempo livre.

  • Ideais para os praticantes de trekking, caminhadas, montanhismo e outras atividades recreativas ao ar livre.